Atenção: She Hate Me, o último joint de Spike Lee, é um filme a evitar!
Por incrível que pareça, depois da obra-prima que foi 25th Hour, Spike Lee embarca numa pseudo-comédia alicerçada por uma crítica pouco inteligente, minada por facilitismos e lugares-comuns, que não só não acrescenta nada à história do cinema, como também é tremendamente aborrecida.
Numa tentativa desesperada de disparar (de forma panfletária, diga-se) ao mesmo tempo contra a corrupção, a máfia, a indústria farmacêutica, o HIV, o esquecimento de África, o racismo e a Administração Bush, o realizador norte-americano dispersa-se e perde-se num marasmo de personagens inverosímeis, protagonistas de situações incongruentes que, regra geral, são muito mal representadas…
Classificar este filme como “bom” ou “aceitavel” é um insulto à filmografia de Spike Lee. Poupem os 5 Euros do bilhete e comprem por 8 o 25th Hour na Fnac.
NOTA: Os primeiros 40 minutos da sessão na sala 2 do King Triplex foram particularmente penosos devido a uma falha grosseira na sincronização entre a imagem da película e o sinal áudio (tal como acontecia na década de 80 com os filmes orientais de baixo orçamento dobrados “à força” para o inglês). Parece-me que em qualquer sala de cinema dita “moderna” isto constituiria razão mais do que suficiente para a oferta de qualquer espécie de compensação aos espectadores…
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2 Comentários
Concordo plenamente. Também foi uma desilusão para mim.
IIIIIIIRRA! Até qu’enfim d’acordo em cinema!
Seja como fôr, nunca mais cá ponho os pés, ó…..