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Arquivos de Categoria: Banda Desenhada
Cats Don’t Care
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Quem já partilhou a casa com felinos conhece bem esta cena.
Via idiot comics por Robert Sergel.
Chester Brown – I never Liked You
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É triste (porventura demasiado triste), quase violenta, esta autobiografia do Canadiano Chester Brown. ’I Never Liked You‘ retrata a adolescência do autor, um período marcado por profundos desencontros e dolorosos silêncios que – gradualmente – afastam o introvertido Chester daqueles que o rodeiam.
Com um discurso penosamente minimalista, Chester consegue sobreviver ao liceu (onde é sistematicamente acossado pelos colegas), ao vazio do subúrbio, ao sexo feminino, à morte da sua mãe e, em última análise, à sua própria natureza dormente…
É certo que o livro se lê depressa, mas podem passar-se semanas até que a história de Chester nos saia da cabeça.
Han Hoogerbrugge
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‘Neurotica‘, de Han Hoogerbrugge começou por ser uma banda desenhada que retratava “as aventuras e desventuras da sua vida como artista nos meados da década de 90″. Com a descoberta dos gifs animados e, mais tarde, da animação vectorial o projecto transcendeu a fronteira física do papel e mergulhou definitivamente na era digital.
No seu site oficial (que não só agrega todos os seus trabalhos à data, como também explica o processo de desenvolvimento das suas estórias), depressa percebemos que ‘Neurotica‘ é “apenas” um dos muitos projectos do ilustrador holandês.
Hoogerbrugge explora o absurdo do quotidiano moderno, concentrando-se em pormenores banais que depois subverte e\ou extrapola, munido de uma ironia que é – no mínimo – muito particular…
Os trabalhos que já fez para clientes como a Virgin, a Sony, a Mitsubishi, a Diesel ou a MTV têm-lhe permitido viver das suas animações, o que certamente terá contribuído para a enorme diversidade de trabalhos que desenvolveu desde 2001.
A não perder: HOTEL, uma narrativa interactiva a la David Lynch desenvolvida em 2004 para o submarine channel.
Lucky
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LOST: 1 black tom-cat. rear legs paralyzed, front paw missing, right eye missing. left ear shredded. recently castrated. Answers to the name “lucky”. PH 984-3969
– Julie Doucet, Dirty Plotte #1
Craig Thompson: Carnet de Voyage
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Depois de ‘Blankets‘ (um dos melhores livors de Banda Desenhada que alguma vez li), Craig Thompson viajou durante 3 meses pela Europa e por Marrocos, onde não só promoveu a edição francesa da sua colossal obra-prima (à venda na Fnac portuguesa), como também fez alguma pesquisa para o seu novo livro, ‘Habibi‘, ainda por acabar.
Para esse fim, Thompson levou consigo um pequeno caderno onde pretendia registar alguns apontamentos de viagem. Mas à medida que a solidão do seu dia-a-dia, as saudades de casa e as memórias da sua ex-namorada o atormentavam, Thompson serviu-se das páginas do seu caderno para se purgar dos seus fantasmas.
Subway Life
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“António Jorge Gonçalves makes drawings of people sitting in subway trains in 10 cities around the world. He stays an average of three weeks in each city, making around 300 drawings which seek to cover different times of day and the different lines in the subway system.”
– Fonte: Site oficial do projecto Subway Life.
Com apoios de peso (espreitem a secção ‘Project Support‘) António Jorge Gonçalves desenhou passageiros no Cairo, Estocolmo, Londres, Lisboa, Berlin, São Paulo, Atenas, Moscovo, Nova Iorque e Berlin.
O resultado vale bem a visita.
‘Blankets’ por Craig Thompson
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De uma forma geral, os livros de banda desenhada sofrem de um certo estigma que os desprestigia aos olhos do leitor comum. Digo isto, não só por já ter estado desse lado da “cerca”, mas também porque esse é o tipo de reacção com que me deparo quando elogio um livro deste género a alguém.
A descoberta que tenho vindo a fazer nos últimos 2 anos em matéria de Banda Desenhada, com autores como Miguelanxo Prado (responsável pelo nome deste site), Marjane Satrapi, Joe Sacco ou Art Spiegelman, tem reforçado cada vez mais a minha convicção de que esta espécie de convenção é demasiado generalista e redutora. Há, de facto, muita Banda Desenhada que não me interessa por aí além (nunca gostei de super-heróis), mas há casos como este ‘Blankets‘ de Craig Thompson que transcedem o meio em todos os sentidos.
Este “Romance Ilustrado“, conforme é descrito pelo autor, oferece – por pouco mais de 20 Euros – 600 páginas de absoluta perfeição gráfica e narrativa. Ali se conta a estória (auto-biográfica) de um primeiro amor, alternando memórias de uma infância conturbada no seio de uma família ultra-religiosa com as inquietações inevitáveis de um adolescente em ebolição hormonal. Tudo isto é feito de uma forma tão pura e sincera, que é difícil afastar os olhos do livro.
Simultaneamente perturbador e delicado, ‘Blankets‘ é uma experiência gráfica e literária que urge não deixar escapar.
Palestina vol. II: Na Faixa de Gaza
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Acabei hoje de ler o volume II de Palestina intitulado “Na Faixa de Gaza”, um livro escrito pelo jornalista americano Joe Sacco que entre finais de 1991 e princípio de 1992 visitou os campos de refugiados junto à fronteira israelita.
A estadia de Saco por aquelas bandas deu origem a dois livros de banda desenhada, onde procurou retratar a realidade dos campos de refugiados, entrevistando os seus habitantes e vivendo entre eles.
Os relatos dos Palestinianos de confrontos com soldados israelitas são impressionantes, mas talvez o que mais me impressionou nesses testemunhos tenha sido a clarividência daquelas pessoas que, contra todas as adversidades, sobrevivem num mundo sem esperança e num tempo atolado na lama que cobre as ruas.
MAUS I & II de Art Spiegelman
0Quando uma amiga me falou de Persepolis, um relato autobiográfico da vida de Marjane Satrapi (enquanto criança no Irão) disperso por três tomos de Banda Desenhada, fiquei tão interessado que me apressei a comprar o 1º volume (o único traduzido para português) na Fnac, por 8 Euros. O livro é extraordinário em todos os sentidos. as ilustrações são deliciosas e a forma inocente e verdadeira como a história é contada, dá ao leitor uma perspectiva única sobre os acontecimentos que tiveram lugar naquele país na década de 80.
Escusado será dizer que em 2 noites apenas devorei o pequeno livro, o que me remeteu para outras leituras online sobre a autora e os restantes tomos, ainda por traduzir. Foi numa destas incurssões que pela primeira vez li sobre MAUS de Art Spiegelman, 2 livors que terão constituído uma fonte de inspiração para Persepolis.
MAUS I
Originalmente publicado em 1986, MAUS (alemão para “rato”) I conta a história de Vladek Spiegelman, um polaco judeu (pai do autor) que apesar de portador de um engenho e uma astúcia fora do normal, acaba por cair nas mãos dos nazis na década de 40.
Art Spiegelman retrata os judeus como ratos e os nazis como gatos, registando todos os eventos que lhe são relatados pelo pai à luz dessa relação predador-presa. O cuidado como pormenor destes relatos é notável e as histórias que eles encerram são por vezes aterradoras.
Quotidiano Delirante (tomo 1)
0Quinta-feira, 10 da manhã: Carmen entra no edifício do tribunal. Consigo, traz a convocatória que recebeu no correio. Desorientada, aproxima-se de um indivíduo que fuma encostado a uma parede:
CARMEN: A sala 3A, por favor? Convocaram-me por causa de uma questão
…
Miguelanxo Prado
1Acho que desde os Asterix que encontrei na biblioteca do Colégio na minha adolescência que não lia banda desenhada com tanta avidez. Bom, pelo meio apareceu o Calvin & Hobbes, mas de resto não voltei a encontrar tiras que me…

‘Habibi’ para 2010?
0‘Habibi’, o novo livro do norte-americano Craig Thompson encontra-se na fase final de produção. Com a conclusão do segundo acto no passado mês de Junho, o livro chegou às 500 páginas (‘Blankets‘, de 2003, tem 600). De acordo com o blog do autor, os três últimos capítulos do terceiro e útimo acto não deverão totalizar 100 páginas, pelo que o livro estará para breve…