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Palestina vol. II: Na Faixa de Gaza
A estadia de Saco por aquelas bandas deu origem a dois livros de banda desenhada, onde procurou retratar a realidade dos campos de refugiados, entrevistando os seus habitantes e vivendo entre eles.
Os relatos dos Palestinianos de confrontos com soldados israelitas são impressionantes, mas talvez o que mais me impressionou nesses testemunhos tenha sido a clarividência daquelas pessoas que, contra todas as adversidades, sobrevivem num mundo sem esperança e num tempo atolado na lama que cobre as ruas.
Ontem o telejornal anunciou que um novo raid israelita havia morto 14 membros do Hamas.
Enquanto eu lia testemunhos sem esperança que garantiam que “os israelitas nunca partirão, só fugirão”, questionava-me se alguma vez será possível encontrar um lugar para a paz naquele território.
Enquanto Israel não cumprir as resoluções da ONU que obrigam à desocupação dos territórios Palestinianos, será impossível uma trégua com os árabes.
Claro que os métodos de reacção dos Palestinianos são “questionáveis”, mas não deixa de ser revoltante a impunidade com que Ariel Sharon e alguns dos seu predecessores perpetram atrocidades contras os direitos daquele povo.
Parece incrível que um povo que tanto sofreu no passado com a opressão religiosa por parte da igreja católica e a perseguição criminosa de que foi alvo por parte dos nazis alemães, seja agora capaz de invadir o território dos seus vizinhos fazendo uso de meios bélicos, erguer muros de separação e preparar planos nucleares.
Não admira que aos olhos do Palestiniano comum, o israelita seja visto como um “cão esfomeado que trincou um osso do qual se recusa a abrir mão” e que, por isso, deve ser abatido…
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