A derradeira inversão de papéis

É um facto que a maior parte da população passa mais tempo com os colegas no escritório do que com a família em casa. Somos forçados a conviver anos a fio com desconhecidos que um dia deixam de o ser.

De acordo com os dados recolhidos num estudo sobre o stress  feito recentemente nos Estado Unidos, a maior parte dos indivíduos entrevistados acusaram resultados surpreendentes: os níveis de stress e tensão nervosa eram mais elevados nos períodos que passavam em casa com a família do que os verificados quando se encontravam no escritório, entre colegas, em plena actividade laboral. Aparentemente, o escritório transformou-se no nosso sanctuário.

Em casa, as relações humanas são mais complexas e a intensidade das emoções torna os conflitos mais difíceis de gerir, aumentando os níveis de stress. Inverteram-se os papéis e levámos literalmente o “trabalho” para casa.

Sentamo-nos nervosamente no sofá, nostálgicos pelo telefonema de um cliente a quem somos indiferentes e, secretamente, acalentamos a esperança de que esta noite seja mais curta do que as que a precederam…

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