Sábado no subúrbio

Sábado no subúrbio. O tempo passa, lento, sobre a minha janela. Na rua, o alcantrão derrete. A náusea de calor propaga-se, em espasmos cadenciados que se vêem a olho nu. Os edifícios vomitam, um a um, traseuntes ociosos que se cumprimentam no passeio. Libertos da sua condição de vizinhos, estas pessoas parecem agora ganhar outra vida, à medida que empacotam a família no carro.
O impressionante take-away de veraniantes em fato-de-treino, depressa esgota o stock de habitantes e o subúrbio ganha um torpor estranho, uma dormência muito própria que, com o tempo, aprendi a saborear.

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