O centro do Mundo

Escrevemos extensos tratados ao longo destes quatro anos. Dia após dia, arquiva-mo-los meticulosamente em gavetas, trabalho árduo e penoso, mas absolutamente indispensável.
Subitamente, de gaveta em riste no centro do Mundo, paraste e choraste copiosamente.
Apressei-me a procurar no arquivo “C” por “c”horar.
Abri a gaveta e puxei o volume. Todas as páginas em branco…
Onde estão os nossos documentos?!
O que foi feito das nossas palavras, dos registos do que fizemos e do que foi dito?
Agora não tenho por onde começar. Não ficou uma pista e não há uma única página para ler.
E tu ali, Imóvel, a chorar e a assegurares-me de que nunca te vou compreender.

Se gostou deste artigo, clique aqui para ler (aleatoriamente) artigos semelhantes.

Bookmark the permalink. Trackbacks are closed, but you can post a comment.

Publicar Comentário

O seu endereço de e-mail nunca será publicado ou partilhado. Campos obrigatórios marcados com *

*
*

Pode usar as seguintes tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Subscribe without commenting