Arquivos de Categoria: Livros

A Separação é Difícil

0

Não temos nada em comum – disse eu.
Somos duas pessoas completamente diferentes,
Não faz sentido nenhum que fiquemos juntos.
Mas ela começou a esfregar-me o pénis através das calças
E lembrei-me de repente que ambos

A Promessa Pressentida

0

(…) se calhar, em muitos lugares do mundo, vivem e morrem, sem fazer barulho, pessoas muito superiores àquelas que a gente vê a andar, dum lado para o outro, na cena da vida, a talharem o nosso destino comum. (…) Se essas pessoas, um dia, emergirem do silêncio em que as deixámos, talvez, possamos encontrar-nos com a paz e a alegria cuja promessa pressentimos, sufocada e muda, dentro das entranhas do tempo.

Excerto de “Tia Suzana, Meu amor”, de António Alçada Baptista, Ed. Presença.

‘Comunidade’ de Luiz Pacheco

0

pachecoQuis um livreiro na Feira do Livro deste ano que eu lhe entregasse para cima de quarenta euros por uma edição especial, ilustrada e assinada, do ‘Comunidade’ do Luiz Pacheco. Se lá estivesse ao meu lado, o Pacheco teria certamente avisado: “Não sejas parvo pá!”. E não fui.

Originalmente publicado em 1964 pela Contraponto (editora fundada pelo autor), este pequeno livro de pouco mais de 30 páginas está esgotado “a montante” (de um estreito riacho editorial) há já algum tempo. Ora em 2007, a Perve Global resolveu reedita-lo (edição limitada a algumas centenas de exemplares), com ilustrações do Artur Cruzeiro Seixas reproduzidas em serigrafia. Foi um destes exemplares que eu encontrei no referido escaparate da Feira do Livro. Como eu não sou grande apreciador do trabalho do Cruzeiro Seixas, resignei-me naquele dia à leitura de outros títulos do Pacheco.

Continuar a ler →

Fado?

0

Vou atirar uma bomba ao destino.

(Álvaro de Campos, Poesia, 42, p. 264) via Pessoa para todas as ocasiões.

O Deus das pequenas coisas

0

(…) não me interessa, não quero. Interessam-me os meus amigos (tão poucos) interessa-me que haja sol, gosto de estar vivo embora, tão frequentemente, não saiba o que fazer com a vida, não pretendo passar mais tempo debaixo de tanta lombada e ensurdecido por tanta berraria, interessam-me o silêncio, o ventinho nas árvores, a serra da Estrela…(…)

António Lobo Antunes in Visão

Nirvana

0

not much chance, completely cut loose from purpose, he was a young man riding a bus through North Carolina on the wat to somewhere
and it began to snow
and the bus stopped at a little cafe in…

A metafísica do sucesso

3

Na nossa cultura, a maior parte dos homens não tem a míninima hipótese de desenvolver uma personalidade que não esteja minada pela metafísica do sucesso

- Arno Gruen em “A traição do Eu”

Um dia vou construir um castelo

0

“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena…

António Lobo Antunes luta contra um cancro

4

Não acreditava que um dia destes chegasse. E agora, Março de 2007, veio com a brutalidade de uma explosão no peito. Não imaginava que fosse assim, tão doloroso e, ao mesmo tempo, tão pouco digno como a velhice e a

Enxurrada de mediocridade

0

Eu fico sempre pasmado com a quantidade de livros que se publicam e fico de boca aberta com a satisfação destes autores que, quando vendem, pensam que puseram os portugueses a ler e é obvio que isso é uma treta,

Deus do caos ou A filosofia do acaso

3

“(…) não somos nada nas mãos do acaso, e não há mais filosofia do que esta: deixar andar, tanto faz, hoje ou amanhã morremos todos, daqui a cem anos que importância tem isto, quem se lembrará de nós? (…)”

Capicuas

2

“Mais um dia de noite”
Luiz Pacheco, escritor.

Mário Viegas no Público

1

“Porque é que a genialidade encurta a vida?”, pergunda José Niza, músico e amigo de Mário Viegas, numa entrevista que deu ontem (dia 3 de Abril de 2006) ao Público.

O jornal assinala os dez anos da morte do actor com uma colecção repartida em 12 volumes (o primeiro livro + cd estará amanhã nas bancas) que agregam a sua discografia completa, incluíndo algumas gravações inéditas.

Quem já tentou empreender a ingrata tarefa de reunir o espólio discográfico do Mário Viegas ‘por conta própria’ sabe bem o quanto essa genialidade a que o José Niza se refere encurtou a memória colectiva do país.

Valha-nos pois o engenho do Público (o diário, entenda-se…).

O princípio do fim

2

“Usar chinelos é o princípio do fim.”
– Máxima nº 408 in “535 Máximas 535″ de Eastwood da Silva, edições & Etc., 1999.

Como viver?

0

“Como viver? Não há outra pergunta séria.
Um velho com o braço direito partido folheia o jornal com a mão esquerda.
Penso: assim seria mais fácil.
O corpo a decidir por nós.
Olho para mim: os…