«(…) Eu matar não gosto muito
mas saudades é diferente
é como matar pulgas
alivia a gente (…)»
– Sérgio Godinho, excerto de “O Porto Aqui Tão Perto” do álbum Canto da Boca (1981)
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O por mim tão ansiado ‘
Verdade seja dita, ainda hoje disfruto do precioso serviço público que em tempos a XFM prestou na onda média portuguesa. A qualidade constante das suas emissões e a sua programação assumidamente alternativa, proporcionaram-me inúmeras descobertas musicais, numa época em que a palavra “internet” não passava ainda de um estrangeirismo cuja definição desconhecia quase por completo.
Esta manhã, na rádio, os 5 minutos de Jazz do José Duarte foram dedicados ao último disco do Zé Eduardo Unit intitulado “
«After selling over 25,000 units in the US alone in the first two weeks since the release on 9/21/2004, “There Will Be A Light” featuring
Tropecei ontem à noite num documentário auto-biográfico de John Hammond, um músico norte-americano veterano do blues, que me reacendeu o interesse no personagem e me motivou a escrever este texto.
O
«Coo coo it’s cold outside. Coo coo it’s cold outside.

Nouvelle Vague
1A ideia primordial consistiu em “esquecer por completo o background punk ou new wave de cada canção, manter os seu acordes fundamentais, trabalhar com cantoras (8 ao todo) que nunca ouviram as versões originais e metamorfosear por completo a natureza das composições, num registo que mistura bossa nova, jazz e pop anos 60)”.
O alinhamento conta com temas bem conhecidos de bandas como os Joy Division, The Cure, Depeche Mode, The Clash ou The Sisters of Mercy, que à primeira escuta, garanto, parecem irreconhecíveis.
Lançado em Agosto de 2004 (a atmosfera gasosa do disco é bem mais condizente com o azul abafado do verão do que com a chuva cinzenta de Novembro), Nouvelle Vague é um projecto interessante, que transcende o público New Wave, e que vale a pena experimentar.
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