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Domingo, 20.03.2005, 09:40
Creio que a mística em redor desta cidade é, em grande parte, exagerada. Não me interpretem mal: estou a gostar de Nova Iorque. Só não a sinto como algo de tão único e singular.
Ainda não saí da ilha de Manhattan, é certo, mas pelo que me foi dado a ver quer no Upper East Side, no Soho e no ‘Village’, esta cidade demarca-se do restante espectro norte americano por uma espécie de feel mais europeu (com os seus edifícios antigos e uma população jovem, que faz questão de habitar o centro histórico).
É, por exemplo, surpreendente a quantidade de pessoas na rua durante o fim-de-semana. Imagine-se um centro comercial alfacinha em hora de ponta. É uma imagem bastante aproximada da que encontrámos na baixa nova-iorquina.
Mas apesar dessa autenticidade, Nova Iorque deixa-me com um sentimento estranho de revelação, mas ao contrário: à medida que se vão visitando os locais mais emblemáticos da cidade, apercebemo-nos de que a realidade dificilmente acompanha o passo galáctico do glamour criado em seu redor.
Todos os dias, pelo menos um estúdio cinematográfico grava cenas para um novo filme nas ruas de Nova Iorque. Mas no fundo, a cidade continua a não passar disso mesmo: cenário.
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