
Como seria de esperar, o Ground Zero atrai centenas de turistas e curiosos à cidade. Conforme explica o cartaz informativo disponível no local, a implementação do projecto de reconstrução – que prevê a edificação de um novo arranha-céus denominado ‘Freedom Tower‘, começou no aniversário do nascimento da “nação americana” a 04 de Julho de 2004.
O World Trade Center (WTC) ocupava um quarteirão no coração do centro financeiro de Manhattan. O fosso onde decorrem as obras, três anos após o ataque terrorista, é incapaz de expressar a verdadeira dimensão da catástrofe humana que ali teve lugar. Fica-se com uma impressão de irrealidade ou – melhor – de incredulidade quando se visita este local. Como se tudo o que a televisão mostrou não passasse de pura ficção…
A vida continua, a escassos metros do vazio das torres: hotéis e grupos empresariais de renome prosseguem a sua actividade comercial com a naturalidade e legitimidade habituais, alheios ao gáudio turístico em redor do WTC.
Paradoxalmente, esse será porventura o maior tributo que a cidade poderia alguma vez prestar às vítimas do 11 de Setembro: a reinvenção da normalidade.
Se gostou deste artigo, clique aqui para ler (aleatoriamente) artigos semelhantes.
2 Comentários
eloquente,leva a la’grimas… Hiroshima,vietname.,laos,iraque,sao alguns locais a visitar.E A FOME QUE MATA e alimenta a poluicao de sucesso dos states…E, PORRA FICAMOS CALADOS FRENTE A ESTAS BARBARIDADES? ‘
É claro que não podemos ficar calados, João. É claro que o ataque ao WTC não foi inócuo, nem sequer inusitado…
Mas também é verdade que, se morreram inocentes em Hiroshima, no Vietname,no Laos e no Iraque, o mesmo aconteceu aqui.
Escrevi estas linhas circunscrito ao quarteirão do WTC e, apesar de não advocar de todo a política externa (ou interna) norte-americana, não posso deixar de me sentir incomodado pela violência do que aqui aconteceu em 2001.
Um abraço.