Lição 15: Curiosidade

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Lição 15: Curiosidade

Via FFFFOUND!

Bon Iver – The Wolves (Act I & II)

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The Woods – Rain on

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ondas de calor

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E nada é mais importante que o momento de solidão extrema em que nos confrontamos conosco. daí para fora. daí para os outros. daí para o mundo.

The architecture of happiness

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Um olhar Inglês sobre a perspectiva Holandesa do que é arquitectura moderna. Da série documental “The architecture of happiness” por Alain de Botton. Mais clips (de qualidade inferior) disponíveis aqui, aqui e aqui.

mulher-grito

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Mulher aproxima-se do armário. olha em volta. não está ninguém.

Mulher abre a gaveta. a única gaveta do armário. curva-se toda até bater com a ponta do nariz no interior da gaveta.

Uma vez lá, a mulher finca as mãos de cada um dos lados da gaveta, afasta os pés para ganhar uma postura firme e abre a boca.

A mulher escancara a boca. inspira profundamente e grita.

Grita continua e gravemente. Grita o primeiro grito do mundo. grita o último grito do mundo.

A mulher grita como um animal.

Acabado o grito, a mulher afasta a cabeça do interior e com as duas mãos empurra devagar o pesado da gaveta.

Mulher olha em volta. Ninguém. Mulher aquece a voz com uma escala simples.

Dentro do espaço de uma oitava, mulher recompõe-se para conseguir dormir.

The constant reminder

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If I kill you now, will you release me?
Will it erase all that I’ve been?
Can I be born from you? Through you?
For you are the memory of me
The constant reminder
of everything I deeply need to forget

Stephen Malkmus – No More Shoes

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quotidianos

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estava sozinha na sala. tudo silêncio.
tinha o estômago azedo. cheio de queixas e resmungos.
hoje o corpo fazia gazeta e exigia quietude.
continuar é um indicativo díficil e exigível.

estava sozinha na sala. tudo silêncio.
tinha o estômago azedo. cheio de queixas e resmungos.
hoje o corpo fazia gazeta e exigia quietude.
continuar é um indicativo díficil e exigível.

Contrail – Biking Community Tool

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Contrail - Biking Community Tool

Lisboa tem muito pouco de Amsterdão. Pelas diferenças topográficas das duas cidades é fácil perceber porquê: estamos a 7 colinas e aproximadamente 1000 pontes de diferença…

Depois há o eterno problema infraestrutural: não existem em Lisboa ciclovias capazes de motivar a malta a deslocar-se sobre das rodas.

É aqui que o contrail pode ajudar. Criado nos E.U.A. pela studio gelardi, o contrail é um mecanismo que marca o asfalto com um trilho de giz:

By using this device, bicyclists will have a clearer path on which to ride safely and out of the way of vehicular traffic. At the same time, as more bicyclists using the Contrail go over a line created by a cyclist before them, the line gets brighter allowing drivers to clearly see a marked bike path where there might be none. It’s sort of similar to what happens when a dirt path appears in a grassy field after lots of people have taken the same shortcut over a period of time.

Foco

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The more things you try to become, the more you lose focus, the more difficult it is to differentiate your product. Mark twain said it best, ‘I cannot give you a formula for success, but i can give you a formula for failure, which is: try to please everybody’.

- brandingstrategyinsider.com

Primavera

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Fado. Ouço Fado. a quilos, a jorros, repetidamente. leio as letras que sei de cor, mas que releio e redecoro.

Acho que gosto de fado, porque quando era pequena a minha tia ouvia fado no rádio da cozinha do padrinho Lucas. lembro-me de a ver muitas vezes a chorar ou de nó na voz ao ouvir a Amália ou os estudantes de Coimbra.

Ficava sempre muito calada e quieta para não fazer barulho. Invariavelmente, chegava o trogalho da minha madrinha Adelaide e dizia sempre qualquer coisa como: “Para o que te dá, São!”. a minha tia, ficava sempre ofendida e provavelmente falava-lhe torto o resto do dia.

A minha madrinha tem uma gargalhada enorme. contagiante. todas as manhãs cumprimentava o meu padrinho Lucas, pai dela, com 3 beijinhos pequeninos na face. beijos que eu apelidei de “beijinhos de pombinha”. e ele também lhe dava 3 beijinhos pequeninos. (mostro-te depois como é um beijinho de pombinha)

Nunca vi o meu padrinho sem ser de fato. sempre de fato preto e gravata preta. e chapéu preto. uns de inverno outros de verão. e os sapatos engraxados com tinta. pela minha madrinha.

Os objectos de engraxar estavam na porta de esquina do armario da sala da televisão. abria-se a porta e cheirava logo a graxa.

Eu não podia mexer em quase nada. era tudo super secreto. como o armário do escritorio do padrinho. não se podia mexer. e eu pensava que tinha papeis importantes. mas não. tinha caixas e caixas de lata com biscoitos e bolinhos e bolachas que a minha tia fazia. e pão torrado aos quadradinhos.

Havia pessoas que passavam semanas lá em casa, em visita. uma delas era a sra assunção palácio. uma viúva rica, professora reformada, que me obrigava a fazer ditados depois de jantar. ela tinha uma mala de verniz preta que a minha tia dizia que estava cheia de fios e pulseiras de ouro. sempre que a dona assunção se ia deitar era eu que lhe levava a mala para cima. a minha tia dizia que ela só me confiava a mala a mim. essa sra ensinou-me a fazer um bolo de geleia. e ponto ajour.

Devia ter 10 anos.

A minha cabeça é gigante. estão cá dentro milhares e milhares de fotografias, frases, olhares, cheiros, pessoas, nomes, lugares, detalhes, sonhos. guardo tudo. pode ser importante.

Continuo presa ao fado. fico sem defesas perante o fado. totalmente indefesa.

Lição 14: Repetição

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The definition of insanity is doing the same thing over and over again and expecting different results.

- Benjamin Franklin

Intemporalidade

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«What is all the toil and fuss for? What are people aiming at with their ambitions and frenzy pursuits of wealth, power and pre-eminence?

Are they looking to supply their basic needs? No. The wages of the poorest labourer could supply those…

What, then, are they after?

They want to be treated well, they want to be attended, to be noticed of with sympathy and kindness and approval.»

– Adam Smith in “The Wealth of Nations” (1776)

Blographo

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blographo

A ideia de um blogue colectivo dos fotógrafos de um jornal diário poderá parecer, assim à primeira vista, inevitável ou mesmo óbvia, e na verdade é um conceito já experimentado com sucesso.

No caso do Público, a criação do blographo é particularmente feliz pela qualidade dos fotógrafos da equipa.

Por dia, em média, os fotógrafos do Público produzem 3850 imagens, por semana 26.950, por ano 1.405.250. Nos 19 anos do Público estima-se que tenham sido produzidas ao serviço do jornal 20.823.250 fotografias. Só uma pequena parte foi usada. Este blogue pretende dar a conhecer o que de melhor fazemos diariamente neste jornal. Mesmo matérias ou notícias das quais nenhuma foto chegou a ser publicada.