O sonho começou ao som do primeiro acorde. A noite ia já longa na galeria Zé dos Bois quando o Norberto Lobo subiu ao palco para contar histórias e desenrolar paisagens com a ponta dos dedos.
Para quem não conhece o músico português, eu vou explicar: o Norberto é um de nós. É boa gente. Sorri quando nos vê, mora na porta ao lado, cumprimenta-nos e chama-nos pelo nome. Mas, de forma urgente e incontornável, aconteceu-lhe a música. E ainda bem que assim foi.
Falava eu da noite de ontem. O Norberto touxe a guitarra e atirou centenas de notas circulares à queima roupa. A catarse foi total: durante uma curta eternidade de 40 minutos, sucederam-se temas de ‘Pata Lenta’ – o disco que apresentou este ano na Casa do Alentejo – que não deixaram espaço para mais nada: ouvímos com o corpo inteiro.










Nuri Bilge Ceylan
0Nuri Bilge Ceylan, Turquia.
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