Arquivos de Tags: alternativa

António Sérgio

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António Sérgio
Em 94 ou 95 a XFM pôs-me a ouvir rádio. Nessa altura a malta não tinha a internet e o ‘O Grande Delta’ do António Sérgio era a única forma de zarpar rumo ao desconhecido.

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Banda Sonora Para Um Dia de Inverno

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© Tiago Pedroso

I never buy umberellas because there’s always one around

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Morphine ao Serviço do Público

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Morphine

Ladies & Gentleman, from Boston, Massachusetts, we are Morphine at your service.

Terá sido a clássica introdução da banda, o mote para o título desta compilação de 35 (sim, trinta e cinco!) raridades: ‘At your Service’.

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KoC: novo disco em Outubro

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Kings of Convenience - Declaration of Dependence
Depois de um interregno de 5 anos, o duo Dinamarquês ‘Kings of Convenience‘ (KoC) lança um novo disco em Outubro.

Declaration of Dependence‘ só deverá estar disponível a partir do dia 20. Até lá, podem ouvir dois temas novos (‘Boat Behind‘ e ‘Mrs Cold‘) no MySpace da banda.

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Firewater ao vivo na KEXP

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A música dos Firewater, tal como o próprio alinhamento da banda (que durante dois discos contou com a bateria de Yuval Gabay – ex-Soul Coughing – e com os sussurros de Jennifer Charles,…

Smog – Rock Bottom Riser

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Reforçando a recente tendência deste estabelecimento para um discurso mais minimalista, fica a ligação para a nova meca da democracia audiovisual que o Mundo conhece por YouTube.
“Rock Bottom Riser” é uma das faixas de…

Lick my legs Im on fire

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PJ Harvey
, numa versão de Rid of Me a superar a original, do seu álbum homónimo de 1993.

We are ugly but we have the music

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Photo © Dennis Keeley 1995 (A&M Records)

(…) You told me again you preferred handsome men
but for me you would make an exception.
And clenching your fist for the ones like us
who are oppressed by the figures of beauty,
you fixed yourself, you said, “Well never mind,
we are ugly but we have the music.” (…)

Leonard Cohen, excerto de “Chelsea Hotel” do álbum New Skin for the Old Ceremony

O Processo de Reconversão Musical

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Toward the Within | Dead Can Dance

(…)Across the sea lies the fountain of renewal
Where you will see the whole cause of your lonliness
Can be measured in dreams that transcend all these lies
And I wish and I pray that there may come a day
For a saviour’s arms…

Dead Can Dance, excerto de “Enigma of the Absolute”

Há uma espécie de acordo tácito lá em casa, sempre latente, que nos obriga a agir assim que os níveis de louça suja acumulada na cozinha começam a ameaçar a saúde pública.

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Nick Cave em concerto “protocolar”

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Talvez os preços proibitivos do concerto tenham marcado o tom para aquela que foi uma noite cheia de protocolo, com um público tímido e um artista reservado. Nick Cave entrou pontualíssimo, acompanhado por apenas três músicos: Jim White, Norman Watt-Roy Martin P. Casey no baixo, Jim Sclavunus na bateria e um surpreendente Warren Ellis, capaz de transformar o seu violino numa guitarra eléctrica zangada e reverbativa. A formação violino – baixo – bateria, aliada à voz grave de Nick Cave, fez-me lembrar por mais do que uma vez a melancolia dos Tindersticks de Stewart Staples.

A nova “fórmula” resultou num registo mais cru do que o habitual (quase como se o público assistisse a um ensaio), com novas versões de temas antigos como Watching Alice” (de “Tender Prey“), “Lucy” (de “Good Son“) “Sad waters” (de “Your Funeral… My Trial“) e “The singer” (composto por e em homenagem a Johnny Cash, do álbum “Kicking Against the Pricks“).

Esta intimidade contrastava porém com alguma coisa… algo faltou para quebrar o gelo que separava o músico de um público apático, silencioso e relutante em aplaudir ou reagir à música que o envolvia. “You’re very quiet”, queixou-se Nick Cave pouco tempo depois do seu primeiro comentário nessa noite: “You can applaud…”.

Tinham-nos dito que, na noite de Terça-Feira, o concerto tinha sido algo de extraordinário, com uma energia capaz de desencadear três encores. Fernando Magalhães, do jornal O Público escrevera: “O público, escusado dizer, adorou, entrando em delírio quando Cave se aproximou da boca de cena para cumprimentar os fãs, incluindo uma rapariga em transe depois de ter conseguido ser beijada na boca pelo cantor.” Um inegável contraste com a tepidez generalizada de Quarta-Feira, o último concerto da Tour.

A certa altura o Público pareceu querer reagir, com pedidos de músicas e alguns assobios, mas a verdade é que, quando o concerto acabou, foram precisos mais de dois minutos de aplausos para trazer de novo os músicos ao palco. E se o primeiro se podia considerar o encore mais difícil da história da música, o segundo (e último) não lhe ficou atrás…