Arquivos de Tags: Banda Desenhada

Craig Thompson: Carnet de Voyage

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Carnet de VoyageDepois de ‘Blankets‘ (um dos melhores livors de Banda Desenhada que alguma vez li), Craig Thompson viajou durante 3 meses pela Europa e por Marrocos, onde não só promoveu a edição francesa da sua colossal obra-prima (à venda na Fnac portuguesa), como também fez alguma pesquisa para o seu novo livro, ‘Habibi‘, ainda por acabar.
Para esse fim, Thompson levou consigo um pequeno caderno onde pretendia registar alguns apontamentos de viagem. Mas à medida que a solidão do seu dia-a-dia, as saudades de casa e as memórias da sua ex-namorada o atormentavam, Thompson serviu-se das páginas do seu caderno para se purgar dos seus fantasmas.

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Palestina vol. II: Na Faixa de Gaza

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Acabei hoje de ler o volume II de Palestina intitulado “Na Faixa de Gaza”, um livro escrito pelo jornalista americano Joe Sacco que entre finais de 1991 e princípio de 1992 visitou os campos de refugiados junto à fronteira israelita.
A estadia de Saco por aquelas bandas deu origem a dois livros de banda desenhada, onde procurou retratar a realidade dos campos de refugiados, entrevistando os seus habitantes e vivendo entre eles.

Os relatos dos Palestinianos de confrontos com soldados israelitas são impressionantes, mas talvez o que mais me impressionou nesses testemunhos tenha sido a clarividência daquelas pessoas que, contra todas as adversidades, sobrevivem num mundo sem esperança e num tempo atolado na lama que cobre as ruas.

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MAUS I & II de Art Spiegelman

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Quando uma amiga me falou de Persepolis, um relato autobiográfico da vida de Marjane Satrapi (enquanto criança no Irão) disperso por três tomos de Banda Desenhada, fiquei tão interessado que me apressei a comprar o 1º volume (o único traduzido para português) na Fnac, por 8 Euros. O livro é extraordinário em todos os sentidos. as ilustrações são deliciosas e a forma inocente e verdadeira como a história é contada, dá ao leitor uma perspectiva única sobre os acontecimentos que tiveram lugar naquele país na década de 80.
Escusado será dizer que em 2 noites apenas devorei o pequeno livro, o que me remeteu para outras leituras online sobre a autora e os restantes tomos, ainda por traduzir. Foi numa destas incurssões que pela primeira vez li sobre MAUS de Art Spiegelman, 2 livors que terão constituído uma fonte de inspiração para Persepolis.

MAUS I

MAUS I | Difel, Ed.Originalmente publicado em 1986, MAUS (alemão para “rato”) I conta a história de Vladek Spiegelman, um polaco judeu (pai do autor) que apesar de portador de um engenho e uma astúcia fora do normal, acaba por cair nas mãos dos nazis na década de 40.

Art Spiegelman retrata os judeus como ratos e os nazis como gatos, registando todos os eventos que lhe são relatados pelo pai à luz dessa relação predador-presa. O cuidado como pormenor destes relatos é notável e as histórias que eles encerram são por vezes aterradoras.

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Miguelanxo Prado e «O Manancial da Noite»

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Esta é a história de MANUEL MONTANO (Monty), um detective privado sentimental em fase descendente, que é incumbido de uma investigação especial: encontrar o Manancial da Noite.

Monty não está certo de compreender o que procura, mas está determinado a não deixar que este trabalho acabe como todos os outros: sem dinheiro.

Escrito a quatro mãos com Fernando Luna, “O Manancial da Noite” tem um estilo policial algo diferente dos outros livros que li de Miguelanxo Prado. O resultado é francamente bom e as reflexões de Monty (tais como o exemplo atrás transcrito) são, para mim, do melhor que o livro tem.

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